No Senado, a ilusão da tranquilidade

Sem muitas alternativas, governo apoiou vitória de Renan

Por Henrique Cézar

Assustado com o tamanho da derrota na Câmara dos Deputados, o governo se contentou com a vitória de Renan Calheiros (PMDB/AL), reeleito neste domingo, 1º de fevereiro, presidente do Senado Federal.

O peemedebista derrotou seu colega de partido, Luis Henrique da Silveira (PMDB/SC), por 49 a 31 votos, ocorrendo também um voto nulo. O senador alagoano assume pela 4º vez a presidência do Senado.

Apesar de a situação ser bem mais favorável no Senado do que na Câmara, o governo dorme com uma falsa tranquilidade. Os 31 votos recebidos por Luis Henrique devem ser encarados como o ponto de partida da oposição, restando uma margem razoável, mas não confortável, para a base governista.

Além disso, mesmo sendo mais aberto ao diálogo com o governo que Eduardo Cunha – eleito presidente da Câmara dos Deputados, Renan já criou atritos com o planalto e mostrou-se descontente com a nova composição ministerial. Por outro lado, nos corredores, atribui-se ao PT a diferença para a vitória de Renan Calheiros no domingo, o que deve garantir ao menos por algumas sessões a previsibilidade no Senado para Dilma.

Outro aspecto que certamente será observado diz respeito ao discurso oposicionista na Casa. No senador estão os principais adversários e críticos do PT atualmente, como Aécio Neves (PSDB/MG), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB/SP), José Serra (PSDB/SP), Ronaldo Caiado (DEM/GO), Agripino Maia (DEM/RN), entre outros.

Com tantos problemas políticos pela frente, não resta ao governo outra alternativa a não ser dormir com o inimigo.

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